Com a esporotricose, os animais apresentam lesões de pele, principalmente nariz, membros, cauda e inchaço nasal. Essas lesões podem se espalhar por todo o corpo do animal

A Prefeitura de Cambé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde Pública, começa uma série de capacitações na próxima semana sobre a esporotricose. As ações são voltadas para equipes de saúde, ONGs e protetoras de animais, com recomendações de abordagem e primeiros cuidados com animais e humanos. A Secretaria vem intensificando as medidas no município, já que a esporotricose é séria, pode afetar humanos e animais domésticos, principalmente gatos, causando lesões na pele, úlceras e feridas e demandando tratamento médico, podendo levar os animais a óbito e causando risco à saúde pública.

Ao longo de todo o ano, desde o início do surgimento dos casos, na região do Cambé 4, estão sendo feitas ações de busca ativa com animais no município e capacitação de servidores para orientação, encaminhamento e tratamento adequado para que os casos não se espalhem.

 

Capacitação com profissionais da saúde

Na próxima segunda e sexta-feira, dias 1 e 5/9, as ações são voltadas para agentes de combate às endemias, agentes comunitários de saúde, enfermeiros e auxiliares de enfermagem de todas as unidades de saúde de Cambé. A capacitação será feita no Centro de Convivência do Idoso do Tupi, na Rua Curitiba, 1037. No dia 1, a ação será às 14h; e no dia 5, às 8h30.

Renata Cristina Dias, médica veterinária da Secretaria de Saúde, explica que a capacitação vai abordar toda a situação da doença, sintomas, tratamento, o que está acontecendo em Cambé, onde se concentram os casos, o que vem sendo feito para prevenção e controle e qual a abordagem deve ser realizada com animais e humanos.

“O objetivo de fazer essa capacitação para todos os funcionários da saúde é para a gente ter o olhar preparado para a esporotricose em outros bairros. Corre-se o risco de aparecer em outro bairro e ficar silencioso, começar a alastrar. Então, a gente já está fazendo essa capacitação para todo mundo ficar ciente do que é a doença no humano e no animal. E na dúvida, na suspeita, já procurar a saúde, relatar a situação, mandar foto e a gente fazer a busca ativa, procurar esse paciente e tentar diagnosticar para ver se é a esporotricose e a gente também fazer um cerco para não ter a proliferação, a disseminação dessa doença em outras regiões também. Até agora são seis casos só em humanos. Então, a gente vê que essa situação ambiental e a transmissão acontece. É importante ter esse olhar quando fazer a vistoria nas casas, ficar de olho, ver se o animal tem alguma lesão ou a pessoa tem alguma lesão e notificar”, disse Dias.

 

Capacitação com ONGs e protetoras de animais

Já na quarta-feira (3), a ação é voltada para responsáveis por ONGs e protetoras de animais do município. A capacitação será na Secretaria Municipal de Planejamento, na Rua França, 87, a partir das 14h.

Segundo a veterinária da Secretaria de Saúde, o objetivo é explicar o que é a esporotricose em cima do trabalho que ONGs e protetoras realizam com animais errantes ou acumuladores de animais. E também, entender a característica das lesões, como é a ferida, o que fazer ao verem um animal que elas estão cuidando ou pegarem na rua com esporotricose e cuidados necessários. 

“E temos também a situação de acumuladores no município. Por isso, vamos orientar para que elas nos passarem também os contatos desses acumuladores, principalmente na região que está tendo surto, para fazermos a vistoria, ficar mais em cima. Se a doença entra em um acumulador, se ter vários casos de animais de uma vez só. É mais difícil tratamento, tem a proliferação ambiental. A ação é para terem uma consciência maior do que é a esporotricose no trabalho que elas realizam aqui no município”, concluiu Renata.

 

O que é a esporotricose?

A esporotricose é uma doença que pode atingir animais e humanos. Ela é causada pelo fungo sporothrix, encontrado no meio ambiente como solo, matéria de origem vegetal, madeira e matéria orgânica em decomposição. A doença pode ter propagação através do próprio ambiente, com a pele ou mucosa com lesões, como acidentes com espinhos de plantas contaminados pelo fungo; e também pelo animal, principalmente os gatos, na interação com outros animais ou ambiente. O animal infectado pode causar ferimentos como arranhões, mordidas e contato com as secreções de lesões.

Entenda melhor os sintomas e forma de prevenção clicando aqui. Ajude o município a eliminar de vez a doença, protegendo você e seu animal de estimação.

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