A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cambé recebeu, nesta terça-feira (24), a visita de monitoramento da equipe do Projeto Boas Práticas, iniciativa do Hospital do Coração de São Paulo (HCor), em parceria com o Ministério da Saúde. O trabalho foi desenvolvido ao longo dos últimos 18 meses na unidade, com foco na qualificação do atendimento e na organização do manejo clínico de casos graves, como problemas cardiológicos, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e sepse. A última reunião presencial marca o encerramento da fase in loco, mas o monitoramento dos indicadores seguirá ao longo do ano.

O projeto tem como principal objetivo padronizar processos e reduzir em pelo menos 10% o tempo de atendimento de pacientes com síndrome coronariana aguda, AVC e sepse: três das principais causas de morte e complicações em serviços de urgência e emergência. A proposta é garantir que os protocolos clínicos sejam aplicados de forma ágil e organizada, aumentando as chances de recuperação e reduzindo riscos.

Um dos principais avanços trazidos pelo projeto foi a incorporação de tecnologia e maior agilidade nos atendimentos. “No protocolo de dor torácica, por exemplo, o eletrocardiograma passou a ser realizado em até 10 minutos. O exame é laudado por um cardiologista do HCor, que, quando necessário, entra em contato direto com o médico plantonista da UPA para orientar a conduta clínica”, comenta Larissa Costa, diretora do Departamento de Atenção Especializada da Saúde de Cambé.

Para Larissa, a melhoria não se restringe aos casos cardíacos. Protocolos voltados à sepse, à síndrome coronariana aguda e ao AVC também foram estruturados e formalizados. “O resultado é maior segurança diagnóstica, redução do tempo de espera e padronização do atendimento, fator considerado essencial em um serviço com rotatividade de profissionais”, destaca.

Durante a visita, foram avaliadas as ações de intervenção implantadas na UPA, bem como os indicadores construídos ao longo do período. A análise dos dados mostrou avanços importantes, especialmente no alinhamento da equipe multiprofissional.

“O que a gente pôde analisar foi que Cambé tem uma equipe concisa e unida. Contamos com boa coordenação médica, uma rede de urgência e emergência estruturada, responsabilidade técnica de enfermagem atuante, além da integração entre farmácia, laboratório e equipe assistencial. Realmente, a união faz a força para que todos esses processos aconteçam”, explica Andreia Ribeiro, enfermeira e especialista de projeto do HCor.

Com a fase presencial de monitoramento concluída, a parceria entra agora nos próximos passos. Até julho, seguem as reuniões mensais voltadas às intervenções e aos ajustes necessários. Entre julho e dezembro, será realizado acompanhamento contínuo para verificar se as ações estão sendo mantidas, se os protocolos continuam sendo aplicados corretamente e se os indicadores permanecem estáveis.

A partir de dezembro, a expectativa é que os processos estejam totalmente incorporados à rotina da UPA de Cambé, tornando-se um modelo permanente de gestão e atendimento. A proposta é que a unidade continue realizando auditorias internas e promovendo melhorias contínuas na qualidade da assistência prestada à população.

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